Não consigo conter a alegria que trago hoje comigo e por isso decidi escrever.
Um beijo enorme de quem nunca se esqueceu e de quem nunca te esquecerá!
Querido avô!
Nunca tive oportunidade em vida de te agradecer o quanto me ensinaste!
Lembro-me dos dias frios que tomavas conta de mim! Mal chegava a tua casa enfiava-me na vossa cama e aí sentia-me protegido.
A avó levantava-se cedo para preparar as coisas para o seu dia-a-dia enquanto nós permaneciamos no calor da cama.
Mais tarde iamos para a oficina onde, aí sim, me ensinas-te a ser, a pensar e a agir no homem que tento ser hoje! Saíamos de lá com as mãos imundas, no entanto, eu regozijava-me com as expressões da avó "Estives-te a trabalhar com o teu avô". ao qual eu na minha inocência acenava com a cabeça.
À noite, enquanto esperavamos a chegada dos meus pais para o fim de mais um dia, passeavamos pelo corredor sob ordens de tropas com a finalidade de aquecer os pés.
Lembro-me dos campeonatos que faziamos ao comer a sopa.
Sei que estas aí em cima com o meu pai a olhar por e para mim (pelo menos é o que dizem às crianças) e desde já te peço desculpa se alguma vez te desiludi ou te deixei ficar mal em alguma atitude que por impulso vos desiludi.
Quem te conheceu, diz que ao ver-me trabalhar, te está a ver! "Parece o Sr. Gama", "Parece o paisinho!" expressões nas quais eu me glorio e encho o peito de satisfação!
Da ultima vez que te visitei, já sem vida, lembrei-me de tudo isto, o que me deu uma vontade enorme de chorar.
Porque? Porque é que tinha que ser assim?
Obrigado meu avô, meu pai, meu amigo! Até sempre!
Se um dia, o chão te disser
Que os teus passos penetram as sombras da sorte
E os neons crepitam palavras
Em vãos de escada, onde findas a morte
Mil carros atravessam a tua vida
E a tua alma que é de luz
Foge das mãos, esconde-se em nãos
Que o teu preço seduz
Se uma noite
O fim te chegar, na calada de um beijo tardio
E os faróis de um carro de prata, te perderem na mata
Ou na bruma do cio
Vais querer voltar ao princípio
Mas afinal só se nasce uma vez
E essa vez morreu
E depois é tudo assim, pouco louco
Distante como estante
E essa dor, essa cor que a vida te deu
É tempo de fecharmos os olhos
É tempo de pensares em ti
E cada dia
É um dia a mais
Para o céu e para ti
É sempre
Tarde de mais
Por vezes dou por mim a pensar na vida!
Não é que tenha muita idade, mas o meu dia-a-dia e os projectos feitos no futuro levam-me a tal situação.
Quem é que de nós não sonha em ter uma casa, uma familia, um bom carro?
Eu sei que a juventude dos nossos dias já não vive com esta filosofia de vida, com estes objectivos, nem sei mesmo se foram educados da mesma maneira que eu fui. As expressões tais como, “tens de estudar para ser médico, engenheiro, uma pessoa importante!” já passaram à banalidade ou até mesmo deixaram de se ouvir!
Temos então dois cenários, por um lado a falta de motivação e por outro a falta de incentivo. Este resultado talvez se deva a um descrédito total das duas partes ou à situação actual do país.
Dou por mim a dizer aos meus colegas de trabalho “eu já venho. Só vou jantar e dormir um bocado e já volto.
Vivemos uma vida a levantar cedo, a trabalhar e alguns mas poucos ainda têm a sorte de conseguir um tempo para dormir. Será isto que levamos da vida?
É com este pensamento e com esta frase que li na parede de uma faculdade que vos deixo, com a esperança de vos encontrar a todos vós.
E tu ja foste um bom robo hj?
Por vezes dou por mim a pensar na vida, em como deve ser dificil ser-se jovem, adulto ou idoso.
É dificil ser-se jovem porque temos uma vida inteira à nossa frente, temos que decidir que curso seguir, que opções queremos fazer, que sonhos queremos realizar, mas acima de tudo com quem...
É dificil ser-se adulto porque temos responsabilidades, sonhos, uma vida a dois, um filho um empréstimo para pagar, temos que saber equilibrar a balança entre o prioritário e o adiável… enfim uma vida para levar para a frente!!!
Por último... ser-se idoso, ainda que seja aos olhos do mundo! Sim porque todo o idoso se sente jovem!
Deve ser tão difícil! Encarar o presente com máquinas do futuro e pensar: “Nada disto pertence à minha geração! Já não pertenço aqui!” Ninguém nos respeita, e nós, ainda que não seja nossa vontade aprendemos a desrespeitar o outro. Aprendemos a ir contra os nossos princípios! Aprendemos a “morrer” lentamente!
Tragicamente tomamos consciência que a nossa hora esta a chegar!
Mas afinal, será que vale a pena?!
Hoje o mundo parou!
Por ti, por mim, por nós.
O tempo, o amanhã, as pessoas e até o próprio ar deixaram de ser importantes.
Eramos só nós: eu e tu.
A lutar contra tudo e todos, contra o universo.
A vida só existia para nós.
A ilusão era a realidade e a realidade um presente...
E talvez um futuro.
Não havia nenhuma barreira, nem fronteira que nos separasse.
Apenas tu e eu...
Os dois como as nuvens e o céu, a areia e o mar...
Tinhamos o mundo aos nossos pés,
E só queriamos ser os pés, as mãos, a boca, os olhos, enfim, tudo um para o outro.
Sim, eramos Rei e Rainha do nosso próprio império:
Conquistamos e dominamos os corações um do outro.
O sonho era maior, mais alto e mais forte do que tudo o resto...
O sonho... O sonho fez-nos sonhar e imaginar o impossível.
Então, tudo voltou a girar... e o Amor...
Bem, o Amor continuou a batalhar!
Obrigado pela tua amizade Patricia!
Esta manha:
vou sorrir quando vir o teu rosto, e rir mesmo sentindo vontade de chorar;
vou deixar que escolhas o que vais vestir, e sorrir e dizer como estas linda;
vou deixar a louca suja, e deixar que me ensines a montar o teu quebra-cabeças.
Esta tarde:
vou desligar o telefone e o computador e sentar-me contigo na varanda a falar das coisas que nos fascinam;
não me vou preocupar com o dia de amanhã;
Esta noite:
vou segurar-te nos meus braços e tentar dizer por palavras o quanto me fascinas;
vamos ficar acordados ate tarde, e vamos sentar-nos no terraço, a contar as estrelas;
vou-me aconchegar ao teu lado por horas e perder os meus programas favoritos na TV;
quando passar os meus dedos entre os teus cabelos, vou simplesmente sentir-me grato a Deus por me ter dado o maior presente do mundo;
E, quando eu te dar um beijo de boa noite, vou segurar-te e agradecer por ti a Deus e não Lhe pedir nada, excepto mais um dia.
“Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar um aperto de mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contactos e presentes não são promessas. E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair no meio do vão. Depois de um tempo aprendes que o sal queima se ficar exposto por muito tempo. E aprendes que não importa o quanto te importes, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceitas que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e tu tens de perdoa-la por isso.
Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que tu podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás para o resto da tua vida. Aprendes que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas o que és na vida. E que os bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos de mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebes que o teu amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, a terem bons momentos juntos.
Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vemos. Aprendes que as circunstancias e os ambientes tem influencia sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós próprios. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser. Descobres que levas muito tempo a tornares-te na pessoa que queres e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde já chegaste, mas onde vais, mas se tu não controlas os teus actos eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprendes que heróis são aquelas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te calque quando cais é uma das poucas que te ajudam a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários celebraste. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são loucuras, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel.
Descobres que só porque alguém não te ama da mesma maneira que queres que te ame, não significa que esse alguém não te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como demonstrar isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores.
E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.”
Há pessoas que encontram nas lágrimas formas diversas de sentir, há porém outras, que encontram no papel a emoção nos seus variados contrastes. Eu sou uma das pessoas que encontra no papel, as lágrimas perdidas nos momentos de solidão. Desde sempre, a escrita fez parte do meu trajecto de vida, não conseguiria viver se não pudesse transmitir para o papel todo o meu subconsciente, com todas as suas limitações. Escrevo porque é a minha forma de estar na vida. É aqui que ganho a força necessária para enfrentar a disputa entre aquilo que o meu inconsciente quer e aquilo que eu posso fazer. É com a esferográfica a deslizar no branco imaculado papel que abundam as coisas mais fantásticas que o coração sente mas a boca não se atreve a dizer. Alimento-me de emoções, nas veias do meu corpo correm sentimentos, o meu coração palpita por uma felicidade inatingível, que só tão poucos conseguiram ultrapassar tal como uma caverna na alegoria. Unicamente procuro a felicidade, em todas as suas vertentes, singularmente pretendo encontra-la em tudo o que a vida tem de bom.
Sinto-me perdido, como se tudo o que acontecesse á minha volta nada tivesse a ver comigo, mas sim com o resto do mundo.
Queria viver e esquecer o minuto que passou, mas é impossível, pois faz parte da minha essência, faz parte do meu viver. Gostava de ter o dom de me tornar indiferente ás coisas que me rodeiam, mas no entanto não consigo...
Por vezes sinto-me como se esquecido numa redoma de vidro, na qual ninguém teima em quebrar, sinto a distância perto do meu coração como algo inalcançável. Sou assim... mórbido à espera que algo aconteça, que alguém sucumba aos meus chamamentos de dor e de prazer.
Melancolicamente, sinto-me a dizer: “Felicidade, felicidade, onde estás tu? Deixa-me abraçar e sentir-te como se alguma vez me pertenceste!” Mas não, tu tardas como se eu esperasse que surgisses no meio do nevoeiro, tal como D. Sebastião, é irrisório eu acreditar que apareças no meio do nada,... mas eu acredito que possas estar num olhar, belo, único, em todas as suas formas, um olhar..., como peço tão pouco...! É neste cocktail de emoções que vivo, e que torna de mim o mais ébrio dos seres humanos.
A solidão é falsa, a vida também, mas mais confusa ainda é a forma como estou sem estar. Por vezes sonhamos acordados e vemos o pesadelo que habita em nós cada vez que olhámos ao espelho. A vida é assim mesmo uma contradição contraditória, o ser feliz e estar triste, o amar e ser odiado, o viver e preferir morrer, todos nós morámos num corpo, que apenas é uma medida do nosso coração, já esteja destruída pelas forças, infelizmente somos mortais, meros habitáculos á porta do fim, seja ele qual for.
Aquele que tem medo de se mostrar
Aquele que tem medo de fazer o ridículo
Aquele que tem medo de si mesmo
Aquele que se considera ignorante, pois aprende sempre que ouve
Aquele que se faz de vítima para chamar a atenção
Aquele que ama sem ser amado
Aquele que pelos amigos é rejeitado
Aquele que quer ser o primeiro e é sempre o último
Aquele que luta por um objectivo fracassado
Aquele que quando pede ajuda, ninguém o ouve
Aquele que por ti luta e tu não queres ver
Aquele que chora, que faz tudo para dizer que te ama.
. Para ti
. Ao meu avô, meu pai, meu ...
. Carpamus Dulcia - Gozemos...
. Interesse Cultural